Sinopse

Com Os Putos do Inverno termino um livro de contos que surgiu na sua fase primitiva em 1964 - chamado então Sardinhas e Lua - e foi reaparecendo, a partir de 1973, com o título definitivo de Os Putos, em edições sempre reforçadas com novos textos. Era já um grosso volume quando, em 1995. resolvi dar às suas cento e tal histórias uma arrumação que respeitasse a sequência em que tinham nascido, enquadrando-as nas estações da minha própria vida. Por isso, os contos publicados na juventude constituem Os Putos da Primavera, os da idade madura compõem Os Putos do Verão, os da barbicha a agrisalhar correspondem a Os Putos do Outono; enfim, os da velhice, agora saídos do secretismo íntimo da gaveta, são naturalmente Os Putos do Inverno. Fez-me bem escrever este livro, ou melhor, desentranhá-lo, conto a conto, na grande caminhada entre o berço e o túmulo, porque dei comigo a sublimar, pelo acto trasfigurador da criação literária, dificuldades de sobrevivência e fastios existenciais que, de contrário, exigiriam um estoicismo superior àquele de que sou capaz para serem toleráveis. Na verdade, embora desejando que Os Putos fizessem doer a consciência tão cruelmente como os vivi, quis também que arrebatassem a imaginação tão magicamente como os sonhei.


Altino do Tojal


Sinopse

Este livro reúne alguns dos melhores contos da autora galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2007. As histórias têm como cenário a capital britânica e seus subúrbios, no ambiente que se vivia no pós-guerra. Os protagonistas são muitas vezes mulheres de meia-idade oriundas de famílias da classe média e proletárias que tomam de súbito consciência da crise social que as rodeia e do vazio que ameaça a sua própria vida familiar, harmoniosa apenas na aparência. Como a própria autora haveria de descrever mais tarde, Londres era em 1949 uma cidade sem cor, cinzenta e monótona e a guerra tinha criado um estado de espírito que é muito difícil de imaginar.Três contos desta obra passaram ao cinema em 1991 com realização de Valerie Stroh. Um Homem e Duas Mulheres foi o primeiro romance da autora publicado em Portugal, com a chancela da Ulisseia.


SINOPSE


Eduardo Pitta alimenta-se (e alimenta-nos) de altas temperaturas, porque desconhece o frio. Quando muito, o gelo, que é irmão perverso do fogo, ambos se escondendo nas dobras de um versificar tenso e disparado com vigor de aforismo implacável: «Je n´ai pas écrit une seule ligne à la temperature normale», dizia esse excepcional escafandrista de infernos extremos e breves, que se chamou Cioran. O mesmo poderia dizê-lo o Eduardo Pitta do volume em que agora nos entrega o que de melhor recolheu nos seis livros até há pouco publicados.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Biblioteca da Escola Secundária de arganil

52 comentários:

João Mendonça disse...

Sendo a Leitura a Base de Todas as Aprendizagens, o Círculo de Leitores poderá constituir um importante desenvolvimento dos hábitos de leitura dos alun os envolvidos.

João Mendonça

Unknown disse...

Olá!
Agora faço oficialmente parte do Círculo!

Diana disse...

:)

João Mendonça disse...

Muito bem Diana, gostei dos blogues que segues...
JM

João Mendonça disse...

Olá lucas71

João Mendonça disse...

O círculo de leitores irá ser um sucesso, tenho a certeza, graças à sabedoria da Ana Vieira e do Rui Abreu.
JM

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Crítica ao livro Desgraça de J.M. Coetezze.

O escritor deste livro, Coetezee, foi premiado com o Nobel da Literatura.
Desgraça é muito mais do que um relato social: é um relato de sobrevivência pessoal numa sociedade decadente.
Começando pela análise da capa vi logo que este seria um livro que retrata os vários caminhos da vida de um homem, pois tem em primeiro plano um vidro espelhado e em segundo uma sombra de um homem. A contra capa apenas tem a biografia do autor e um pequeno resume do romance.
Passado na África do Sul, este romance sincero centra-se em David Lurie, professor universitário na Cidade do Cabo, de meia-idade, divorciado que se envolve com uma aluna e quando é conhecida a sua história a sua vida complica-se.
O universo que o escritor nos descreve é vazio de amor e de qualquer tipo de humor. É um mundo sem risos e muito poucas lágrimas, onde as pessoas vivem com o ódio dentro de si sem o expulsarem.
O enredo é bastante simples, perspicaz e cativante.
O autor tem um estilo muito simples, reflexo duma sensatez e segurança como só um grande escritor consegue ter, o que resulta numa obra equilibrada e aprazível do princípio ao fim.
Gostei do que li. Não existe censura neste livro, já que todos os temas são tratados com igual naturalidade e todas as relações humanas.
Umas das passagens que achei mais emocionantes são por exemplo:
“Pela primeira vez, compreende como se sentirá quando for velho, cansado até aos ossos sem esperança, sem desejos, indiferente em relação ao futuro.”
Aqui é primeira descrição do estado de espírito da personagem principal a primeira vez que a vida deixa-lhe de sorrir.
“Vem-lhe à mente uma imagem do Inferno. Almas dominadas pela raiva, atormentando-o mutuamente. Um castigo adequado ao crime.” Nesta citação é transmitida a dor que Lurie sente com tudo que lhe acontece de mau e acha que é castigo pelo que aconteceu com a sua aluna.
Este livro não é bonito de ler mas o que se descreve nele é a pura realidade, para quem gosta de livros que relatem os problemas sociais aconselho-o.


Tânia Santos
10ºB Nº18

Diana disse...

Obrigadaa "João Mendonça"!

Diana disse...

Pelo jeito inocente de cada frase/palavra o romance “Tenho treze anos, fui vendida” da autoria de Patrícia McCormick(*), foi eleito um dos 100 melhores livros de 2006 pela revista Publisher’s Weekly. Um dos livros mais bem escritos que já li. Pela sua história torna-se extremamente fácil a sua leitura.
Retrata a história de Lakshmi, uma menina nepalesa de treze anos que se vê repentinamente fora da sua pequena aldeia perdida nos Himalaias, onde brincava com a sua cabra de estimação e com a irmã bebé, para a cidade de Calcutá, na Índia. Tinha sido vendida pelo padrasto como escrava sexual, passada entre vários intermediários e acabara num bordel cujo nome é de uma ironia, a “Casa da Felicidade”. Obrigada a fazer tudo o que mais a repugna, entregue ao mundo da prostituição por um período de tempo indeterminado, a sua obstinação e determinação serão suficientes para que consiga manter a sua coragem e integridade. A protagonista partilha as suas pequenas alegrias, bem como as agonias das colegas que a acompanham na sobrevivência diária. Tudo isto influirá decisivamente no seu destino.
Deixo aqui algumas das minhas citações preferidas, sendo que há imensas, escolho apenas as mais marcantes:
TUDO QUANTO TENHO DE SABER
(…)
Se teu marido te pedir para lhe lavares os pés, deves obedecer-lhe e, no fim, levar um pouco dessa água à boca.
Então eu quis saber a razão de tudo aquilo. — Porque é que as mulheres têm de sofrer tanto?
— Foi sempre esse o nosso destino — responde ela. — O simples facto de resistirmos é já uma vitória.

A MINHA BAGAGEM
(…)
“A minha trouxa é leve.
O meu fardo é pesado”

UM VELHOTE
(…)
“Sob o peso dele, não consigo ver, nem mexer-me, nem respirar. Despe as calças, abre-me as pernas à força e eu sinto-o avançar entre as minhas coxas. Abro a boca para respirar e esperneio e contorço-me. Ele enfia a língua na minha boca. E eu mordo-o com quantas forças tenho.”

(*) Patrícia McCormick, americana, formou-se em jornalismo na prestigiada Universidade de Columbia, onde mais tarde leccionou. Colaborou com o jornal The New York Times sendo este o seu terceiro livro.


(Crítica a um livro que li no âmbito do "Contrato de Leitura")


Aparte: Desejo um excelente 2010 com imenso sucesso ! E deixo um "conselho" , TUDO DEPENDE DE NÓS PRÓPRIOS...

Diana Moura 10ºB nº9

Unknown disse...

Critica ao livro "O Alquimista" de Paulo Coelho:

Eu gostei muito do livro que li, pois este é um livro espiritual, que fala sobre o destino, os sonhos, qualquer pessoa tem sonhos na vida. É um livro que transmite uma mensagem e energia positiva. É a história de um simples pastor que ousou arriscar para seguir a sua "Lenda Pessoal" e que ouviu a "Linguagem do Mundo", e por mais obstáculos que surgiram, conseguiu concretizar o seu objectivo.
Neste mundo todos nós somos "ovelhas", presos por raízes imaginárias, ao nosso canto, no qual nos refugiamos, o qual conhecemos, o qual receamos perder se ousarmos, seguimos em busca do mesmo objectivo e sempre no mesmo lugar. Poucos de nós, podem se denominar de Pastores, que um dia ousaram deixar de ser ovelhas e ver o mundo com outro olhar!

Recomendo a todos os colegas que leiam esta obra visto que na minha perspectiva está muito bem pensada.

Tânia Oliveira 10ºC nº22

Unknown disse...

História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar

Este livro, de Luís Sepúlveda, conta-nos uma emocionante história cujo os principais protagonistas são Gatos, gatos de porto, do porto de Hamburgo mais propriamente, e uma gaivota.
Esta história que se desenrola à volta de um Gato, que se vê envolvido numa situação embaraçosa, quando uma gaivota, apanhada por uma maré negra, foi parar junto dele e, após um pequeno diálogo, lhe fez prometer que tomaria conto do seu ovo, criaria a sua gaivota e a ensinaria a voar. Zorbas, aflito ao ver o desespero da gaivota, prometeu cumprir essas promessas, e com a ajuda dos seus amigos vai conseguir fazê-lo.
É impossível não nos envolvermos nas grandes emoções e sentimentos quando lemos esta história, em que coabitam situações cómicas, dramáticas e sentimentais.
Luís Sepúlveda leva ao leitor uma história cheia de significado, de fácil compreensão, divertida e com uma amizade entre dois seres completamente diferentes onde posso tirar uma conclusão: tudo o que nós queremos fazer, e se o queremos verdadeiramente, conseguimos fazê-lo.
Zorbas, num dos seus últimos miados, disse…”só voa quem se atreve a fazê-lo” e posto isto cabe a cada um tirar a sua própria conclusão.
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra, toda ela traduzida em Portugal, destacam-se os romances “O Velho que lia Romances de Amor” e “História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”, ambos já adaptados ao cinema. Mas “Mundo do Fim do Mundo”, “Nome de Toureiro”, “Patagónia Express”, “Encontros de Amor num País em Guerra” ou “Diário de um Killer Sentimental”, por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores.
Em 2009, é publicado “A Sombra do que Fomos”, distinguido com o Prémio Primavera de Romance.


(Crítica a um livro que li no âmbito do "Contrato de Leitura")


Ana Soraia nº3 10ºB

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

O Princepezinho de Antoine de Saint-Exupery.
Este livro é um livro especial, pois mesmo parencendo uma historia basica e infantil que qualquer um pode ler, é muito mais que isso.
È um livro que nos leva muito para alem das aparencias e leva nos a reflectir a cada frase que lemos.
Por isso aconcelho o a todos os colegas, sera uma supresa para todos, tal como foi para mim.

Unknown disse...

“Boca do Inferno”, de Ricardo Araújo Pereira, Tinta da China
Da autoria de Ricardo Araújo Pereira, a obra “Boca do Inferno” é uma colectânea que reúne algumas das melhores crónicas, que este escreveu, durante quatro anos, para a revista Visão. A obra é constituída por cento e vinte e três crónicas, agrupadas em quatro temas distintos, que relatam os problemas da sociedade actual: “Adoxografia”, “Meditações Politicas”, Exame de Problemáticas Sociais” e, “Outras Considerações de Vario Tipo”.
Esta obra é bastante interessante, uma vez que o autor trata e caricatura os acontecimentos e assuntos da actualidade de forma a que o leitor reflicta sobre essas temáticas, conduzindo-o ao riso.
Este livro tem um título bastante sugestivo, que se adequa inteiramente com a obra. Conhecendo autor e sabendo que este é um óptimo cronista e humorista, a expressão “Boca do Inferno”, leva o leitor a pensar que a obra contem a sua opinião, relativamente aos temas alvos de sátira social. Contudo, dependendo do leitor, as interpretações podem ser outras.
No livro, Ricardo Pereira reflecte acerca de alguns dos fenómenos mais incompreensíveis da sociedade portuguesa, falando sobre política (políticos), desporto, música, cinema, astronomia, entre muitos outros temas. Algumas das suas crónicas abordam personalidades, se assim lhes podemos chamar, como Pamela Anderson, Nossa Senhora de Fátima, Woody Allen, Alberto Caeiro, a boneca Barbie, o palhaço Batatinha, Tony Carreira, a Gata Borralheira, José Sócrates, Luís Figo, Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite e Luís Delgado, Vasco Pulido Valente, José Pacheco Pereira e José António Saraiva, que constituem alguns dos alvos preferenciais do autor, geralmente expostos pelos seus tiques, defeitos e pontos fracos.
Este livro é de leitura fácil, já que o autor utiliza uma linguagem directa, simples, com uma boa sintaxe e um óptimo domínio vocabular, focando os pontos fulcrais da sociedade portuguesa e não só, sabendo, em cada assunto, qual é verdadeiramente a questão essencial. A sua linguagem está aliada a uma sofisticada estratégia humorística, utilizando frequentemente a ironia e o absurdo, de forma a explorar o potencial crítico da sociedade. Com isto, um dos atributos do livro, é o facto de o autor, através do uso inteligente de figuras de estilo e de abordagens inovadoras, fazer com que o real se torne absurdo.
Eu aconselho a todos a lerem esta colectânea, pois aprendemos que a vida também tem se ser levada por uma vertente mais cómica, pois só assim conseguimos desanuviar dos problemas do dia-a-dia. Por outro lado, esta obra também enriquece bastante o nosso conhecimento e ajuda na compreensão dos problemas do país e do mundo actual. Assim, a obra “Boca do Inferno” conquistou o público, mostrando que também é possível rir, sem piadas fáceis e sobre os problemas que nos rodeiam, tudo graças ao facto do seu autor ser um grande humorista erudito.

PS: Para quem se interessar, aqui fica a crónica de Ricardo Araújo Pereira da semana passada http://aeiou.visao.pt/paz-e-amor-para-todos-menos-para-mim=f542743
João Nogueira nº10 10ºC

Unknown disse...

Critica ao livro "Nómada", de Stephenie Meyer.

Apesar de ter lido outros livros desta autora e conhecer a sua forma de escrever, "Nómada" surpreendeu-me de uma muito positiva pois é baseado numa ideia original, diferente de tudo o que tinha lido antes.
Stephenie Meyer apresenta-nos um mundo invadido pelas Almas, seres alienígenas, que foram inseridas nos corpos dos humanos, tendo assim controlo dos mesmos. Conta a história de Melanie Stryder, uma jovem de 19 anos, que foi capturada pelos Batedores, sendo depois uma Alma inserida no seu cérebro. Melanie não desaparece por completo e Nómada, a Alma que controla o seu corpo terá de lidar com os sentimentos que agora partilha com Mel. Elas vão à procura de Jamie, irmão de Mel, e de Jared,o homem que Mel ama, acabando por os encontrar com uma comunidade de humanos rebeldes, que vivem numa região remota.
Com uma escrita simples e uma história bem desenvolvida, este livro, direccionado a jovens e adultos, consegue captar a nossa atenção com a relação Nómada/Melanie e as suas reacções aos sentimentos de cada.
"Nómada" leva-nos a reflectir sobre o que é verdadeiramente "ser-se humano", ensina-nos sobre o valor do amor e da amizade.


Joana Alves nº9 10ºC

Unknown disse...

"O mar de Ferro" de George R. R. Martin

O livro que eu li é um volume de uma colecção intitulada "As crónicas de gelo e fogo" e é sobre conquistas e romances. A acção desenrrola-se principalmente em Porto Real e nas ilhas de Ferro.
O livro no início foi um bocado difícil de ler porque como é uma sequência continua de volumes é a continuação de uma história e não compreendia algumas coisas, mas depois tornou-se mais fácil pois já entendia a história.
Este livro tem uma característica que o destingue dos outros, que é o facto de ser difícil ter uma personagem preferida, porque os que paressem que querem fazer o bem muita vezes só querem fazer o mal e os que só fazem o mal acabam por fazer o bem.
Eu recomendo este livro para quem gosta de magia, mistério e aventura, mas aconselho a começarem a ler pelo primeiro volume para compreenderem melhor.

Daniel Bandeira nº8 10ºB

alexandra disse...

Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco




Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, é uma das mais famosas obras do autor um dos expoentes do romantismo em Portugal.
Nesta obra colocou Camilo o choque romântico entre os representantes de duas gerações, a dos pais que se odeiam – Tadeu de Albuquerque e Domingos Botelho – e se orgulham dos seus pergaminhos genealógicos, e a do jovem casal – Teresa e Simão – que intensamente se amam e que desejam apenas liberdade de movimentos para realizar os legítimos anseios de partilhar as suas vidas. Perante a oposição paterna, desencadeia-se a luta tenaz e sem tréguas. Os jovens apostam na sua determinação e nos direitos do coração e numa esperança de raiz cristã, os seus pais na força das instituições
A firmeza serena do amor de Teresa, que a leva à morte, capta a total simpatia do leitor e Simão tem o mérito de se sacrificar sem hesitações à causa da sua paixão e a hombridade de aceitar a condenação da justiça sem mover quaisquer influências para a torpedear. Ambos consideram que pautam as suas acções por uma bitola de grande elevação moral e se sentem vítimas dum destino que os conduz à catástrofe.
A obra recria um período das décadas finais do antigo regime (princípios do séc. XIX) e foi escrita num momento avançado do romantismo, já próxima da eclosão da Questão Coimbrã. De notar, nas relações entre o tempo da história e o tempo do discurso, aqueles períodos que o narrado privilegia e em que se demora e aqueles que resume ou simplesmente ignora.
“Amou, foi amado, e morreu amando”- é a frase que mais caracteriza esta obra, ambos os jovens amaram e acabaram por morrer a amarem-se.

recomendo ler, porque foi escrito numa outra época que não é a nossa, aprende-se muito com isso , por ser de uma geração diferente.

Alexandra Pinheiro 10ºB Nº1

Anónimo disse...

Boa Tarde e Bom 2010 a todos os cibernautas.

Apresento-vos neste pequeno comentário a critica ao livro que tive o prazer de ler no âmbito do contrato de leitura, Caim.
Um livro do gigante da literatura, José Saramago, que não recua diante de nada e não tem medo de abordar um tema que durante milénios, em todos os locais do mundo foi considerado intocável .
Caim é um dos protagonistas outro é Deus, outro é ainda a humanidade das diferentes formas, sendo que estas personagens retratam as desavenças entre Deus e a humanidade.
A citação seguinte demonstra essas desavenças em que tudo o que” nos acontece “ é fruto de uma “guerra” entre o homem e o senhor:
“A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele. “
Caim, não é nenhum ajuste de contas, é um romance em que Saramago prova a sua capacidade narrativa de contar, no seu estilo único e irreverente uma história que todos conhecemos um pouco.
José Saramago escreveu um livro que não nos deixa indiferentes , que nos provoca alguma angústia e dor.
O livro não apresenta um carácter religioso nem anti-religioso, a grande polémica que se gerou resultou apenas de algumas situações retratadas que invocam o nome de Deus de forma muito descontraída e abusiva insultando assim os cristãos.
Ao fecharmos o livro, olhamos o infinito, respiramos fundo e iniciamos uma reflexão pessoal .
É verdade que o livro não é muito extenso, era difícil que o fosse pois poucos de nós teriam coragem de enfrentar a dor, de uma “facada no peito”, que nos acorda para a realidade e leva a ilusão que o mundo é pura fantasia.
É acima de tudo um bom livro, que recomendo a quem não se cinge ao que lhe é apresentado e que gosta de questionar tudo até o que parece ser intocável , como Deus.

Mónica Augusto 10ºB nº15

João Guerra Henriques disse...

Drácula de Bram Stoker

Concerteza que todos nós conhecemos, não mais que seja, em traços gerais, as características do conde Drácula: a sua imagem não é reflectida nos espelhos, alimenta-se do sangue das suas vítimas, vive na Transilvânia, não pode passar cursos de água, entre outras. Estas características que agora enunciei têm vindo a ser difundidas desde tempos imemoriais um pouco por toda a Europa.
Até 1897, ano em que Bram Stoker escreveu o livro, o conde Drácula era apenas um mito que tinha sido inspirado no príncipe Vlad Tepes III com as ditas características.
Ao ouvir falar desta crença, Stoker escreveu um romance nela baseado. No entanto, não se limitou a narrar. Ele conseguiu passar o terror, o sofrimento e as angústias das personagens. É algo tão intenso que nunca tinha visto noutro livro.
É um livro que aconselho

João Henriques nº13 10ºC

João Mendonça disse...

Considero estas novas formas de comunicar super interessantes!
Obrigado pelos vossos trabalhos

João Mendonça

João Mendonça disse...

O blog CÍRCULO DE LEITORES já é um sucesso graças aos alunos intervenientes.

Bem hajam

João Mendonça

Unknown disse...

O livro se passa em um navio, o “Pilgrim”, que sai da Nova Zelândia rumo a São Francisco. Nele estão o herói do livro Dick Sand, rapaz de apenas 15 anos que vai comandar o navio após a morte do Capitão Hull e dos marinheiros mais experientes por uma baleia. Na verdade, uma imensa Jubarte. Ainda faz parte da tripulação, a mulher do proprietário do navio, Mrs Weldon e seu filho, Jack, Nan, a Baba e o sobrinho entomologista Benedict. Este último sendo um tanto cómico e desajeitado. Em substituição aos marujos mortos na caca a baleia serão os cinco náufragos encontrados pelo capitão Hull que farão o trabalho de marinhagem, todos inexperientes, mas que a inteligência e a coragem de Dick Sand levará a contento. Mas não por muito tempo. Não podemos deixar de comentar de Negoro, cozinheiro que fará de tudo para que o navio não encontre um porto seguro. Descobrimremos que Negoro na verdade não e aquilo que diz ser ou aparenta ser. Nossos amigos alem de passarem maus bocados em alto mar, tempestade e tormentas, se verão em outro Continente. Ali viverão experiencias assustadoras que quase os levarão a morte. Mas Jack, o inestimável marujo, destemido e corajoso garoto de 15 anos conseguira salvar seus amigos e o si? Vale como destaque o capitulo XIX, nele o autor, Júlio Verne, escreve sobre a escravidão e o mau que ela representa para o mundo e para os indivíduos que são vendidos como escravos. Mesmo que para a susceptibilidade contemporânea nos soe um tanto dúbia ou mesmo estranha, pois que ao lermos este capítulo e outros sentimos um certo preconceito por parte do autor ao narrar as personagens de cor negras; a defesa contra a escravidão por pelo autor e inegável

Unknown disse...

Harry Potter e a câmara dos segredos

Este livro, de J.k. Rowling, conta-nos uma emocionante história cujo os principais protagonistas são o Harry Potter, Voldemort (Tom Riddle) e os amigos de Harry Esta história começa com a vida infernal de Harry Potter em casa dos seus tios, Harry começa a perceber que consegue falar com as cobras. Harry só queria que o verão acabasse para poder voltar para a escola(Hogwarts), pois Harry Potter foi avisado que se fosse corria perigo de vida. Mas Harry acabou por ir para a escola.
Neste livro é narrado o segundo ano de Harry na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, quando o jovem feiticeiro, é suspeito de ter aberto a Câmara dos Segredos, onde, segundo uma lenda, se esconde um terrível monstro capaz de matar todos os feiticeiros de Meio-Sangue da escola.
O pai de Draco Malfoy, Lucius Malfoy, coloca um diário junto com coisas de Ginny Weasley (o Diário de Riddle). À medida que ela escreve no diário em branco, a tinta apaga-se e surge uma nova frase escrita por Voldemort (Tom Riddle), ao que ela respondia. Isso fez ela ser possuída por Voldemort e levada à Câmara dos Segredos. Correndo um grande risco, Harry entra na Câmara por uma passagem nos canos ajudado por Ron Weasley e levando à força Gilderoy Lockhart(professor) e onde luta contra o Basilisco para resgatar Ginny.
J.K Rolwing leva ao leitor uma história cheia acção.
Joanne Kathleen Rowling, (Yate, 31 de julho de 1965) conhecida como J. K. Rowling, é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como O Vento nos Salgueiros e O Cavalinho Branco. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora.

Rafael Soares nº16 10ºB

Unknown disse...

Eclipse

O livro que li é o " Eclipse" da saga Luz e a Escuridão de Stephenie Meyer, autora também de " Crepúsculo", " Lua Nova" e "Amanhecer" da mesma saga.
Eclipse é um livro de grande sucesso entre os jovens e também entre alguns adultos.
Esta obra só pelo nome desperta muita curiosidade no leitor, assim, como a simples e também complexa capa.
Eu resolvi ler este livro porque já tinha lido "Crepúsculo" e "Lua Nova" e tinha curiosidade em saber como se iria desenrolar o resto da história de amor entre a jovem Bella e o seu apaixonado o vampiro Edward.
A forma como a autora descreve a história é cativante e emocionante, quando começamos a ler este romance não conseguimos parar, pois, queremos saber o que vai acontecer a seguir.
Este é um livro que cruza dois mundos o real e o surreal de uma forma espantosa e sem grande exagero.
As personagens deste livro são Isabella Swan (Bella), Charlie ( pai de Bella), Edward Cullen e a sua familia de vampiros Carlisle (pai de Edward), Esme (mãe de Edward), Alice, Jasper, Rosalie, Emmet (irmãos de Edward) e ainda o melhor amigo de Bella, Jacob Black um jovem lobisomem ínimigo da familia Cullen.
O enredo desta história desenrola-se quase todo em Forks uma terra muito chuvosa, sempre nublada e onde o sol quase não se vê, enfim o lugar ideal para os vampiros.
A minha personagem perferida é Edward é um vampiro com um ar muito misterioso e que desperta muita curiosidade, é muito protector em relação a Bella uma coisa que não lhe agrada mas que a mim me deixa enternecida. Ao principio não gostava muito de Edward por ser tão perfeito, pois, despertava em mim uma sensação de inveja, mas ao longo da história fui percebendo que Edward não é assim tão perfeito, Bella é que o descrevia assim, pois, para ela ele é perfeito mesmo que na realidade não fosse bem assim.
Adorei ler este livro pois adoro a forma como a autora escreve, a forma como consegue cativar o leitor é incrível já para não falar da história de amor entre Bella e o seu vampiro Edward.
A minha citação preferida é: " A certa altura da noite lembrei-me da promessa que fizera a mim própria naquela manhã bem cedo-a que nunca mais ia obrigar Edward a ver-me derramar uma só lágrima por Jacob Black. Aquele pensamento desencadeou uma onda de histeria que assustou Edward mais que o próprio choro.
Mas, depois de seguir o seu rumo natural, também essa onda passou."


Ana Bandeira nº2 10ºB

Anónimo disse...

" A Fonte dos Segredos"


Nesta obra, Gustavo relata o Verão que mais o marcou na sua adolescência. Fala-nos do seu grande amor, da sua horrível e adorada família, do mundo que o rodeia e dos seus grandes amigos. Gustavo faz descobertas incríveis, sempre acompanhado dos seus “mais íntimos”: os animais. Nos seus laboratórios (dos vivos e dos mortos), descobre a sua verdadeira vocação: ser veterinário.

Eu gostei de ler este livro, não só por ter sido escrito por uma das minhas autoras favoritas, Maria Teresa Maia Gonzalez, mas também porque o conteúdo em si me fascinou. Gostei do facto da história ser contada por um rapaz a lembrar os seus velhos tempos de infância.Pois naquele ano, Gustavo teve umas ferias diferentes de todas as outras. O facto de não ter as ferias que merecia e ter ficado um pouco chateado, algo o fez mudar de ideias: um grande amor.

Citação:
“Quando dobrei a esquina para seguir em direcção a casa, estaquei. Do outro lado da rua, no jardim da dona Aninhas, uma miragem nunca antes sonhada cativou o meu olhar e todos os meus sentidos: uma menina, que devia de ter a minha idade, vestida de azul e branco, regava o canteiro das varas-de-são-josé. Engoli em seco. Quem seria?”

Foi um ponto marcante da história porque foi quando o Gustavo viu pela primeira vez o seu grande amor naquele verão.

Aconselho que leiam esta obra. Não se vão arrepender.

Unknown disse...

A LUA DE JOANA
Ao lermos " A Lua de Joana ", não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Porque este livro nos alerta para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro.
Este livro pode ser considerado uma espécie de diário (apesar de não o ser), porque a personagem principal escreve cartas para uma amiga que já morreu, contando-lhe tudo o que se passa na vida dela. Trata-se de uma história de uma rapariga chamada Joana, que perdeu a sua melhor amiga, quando esta se envolveu com as drogas. Joana interrogava-se ao tentar entender o que teria levado a sua amiga Marta a fazer aquilo. A história desenrola-se e são vários os acontecimentos e fatalidades que acontecem a Joana, até que um dia ela olha-se ao espelho e repara como tinha mudado, entendendo agora, como, tão facilmente Marta se tinha envolvido com a droga.
A “ Lua de Joana” é um livro em que é interessante ler a vida desta personagem, como ela se transforma ao longo dos dias e dos anos. Também é salientado a importância do diálogo entre os filhos e os pais, pois a falta de diálogo, é muitas vezes a razão que leva os filhos a procurarem outros caminhos, que neste caso é a droga. Este livro mostra a realidade dos dias de hoje: o grande problema que a droga é para todos – para a família, para os amigos e para a própria pessoa que comete esse erro.

Márcia Pinto 10ºB

Tó-Zé Brito disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tó-Zé Brito disse...

Boi noite a todos!

O livro que eu li foi “A Conspiração” de dan Brown.

Dan Brown, autor de “O Código da Vinci”, o maior best-seller do mundo, sempre viveu rodeado de livros de filosofia, ciência e religião, factor significativo na sua formação e, mais tarde, na elaboração, das quais estão publicados nesta colecção, “O Código da Vinci”, “Anjos e Demónios”, “Fortaleza Digital” e “A Conspiração”.

Este livro é muito fixe, visto que transmite à pessoa que o lê entusiasmo na sua leitura, quando se lê um capítulo ficamos entusiasmados para o que se vai suceder e lemos o próximo de seguida, e assim sucessivamente, podendo este livro que tem 574 páginas ser lido mais rápido do que se pensa. A cada página que lia, queria sempre mais porque a intriga é crescente. Crescente a tal ponto que já não sabia quem eram os ditos “bons” e os “maus” da trama.

É claro que o tema que debate o livro também influência, a NASA e as eleições para a presidência, numa altura em que estes assuntos são bastante apelativos na sociedade. Os nossos métodos de eleição para a Presidência são distintos e incomparáveis mas é sempre bom termos outra visão sem ser a dos jornais sensacionalistas.

O tema fulcral da história será que existe ou não vida no universo mas, além desse assunto fiquei a conhecer e a aperceber-me de pequenos dados que nos passam ao lado porque não olhamos as coisas com olhos de ver, andamos distraídos com a rotina do dia-a-dia mas, em relação à história, só lendo.

Sem dúvida que este escritor está na moda, apruma a cada livro que edita a sua escrita envolvente e contagiante.

Dos melhores livros até ao momento. Leiam-no.

António Brito 10ºB Nº5

Anónimo disse...

Velho e o Mar


Lá em cima o céu com toda sua imponência; logo abaixo o mar em sua imensidão azul; no meio deles um ponto quase imperceptível, um barco, um velho, um peixe. Este pequeno romance de Hemingway narra a história heróica de uma pescaria solitária, a perseguição a um grande peixe na Corrente do Golfo, ao norte de Cuba, e a decepção de seu personagem ao ver seu troféu devorado pelos tubarões. Seu grande tema sempre foi a derrota e seus personagens sempre buscaram forças em algumas filosofia para suportá-la. No caso específico de O Velho e o Mar, essas forças serão depositadas nas lembranças que o velho recupera ao ver-se sozinho num mundo extremamente grande, sua paixão e a relação entre ele o peixe que tanto o castiga na ânsia de fugir de seu arpão. Desenvolve-se entre os dois uma quase infindável luta, sem testemunhas, a luta entre o homem e a natureza. Durante os momentos mais críticos o velho também chega próximo de seu limite, a pele castigada pelo sol, as mãos sangrando devido aos cortes provocados pela corda. Do outro lado um gigante que desperta no velho sentimentos de ódio, ternura e respeito. A vitória tão esperada e, ao mesmo tempo tão fugaz, o retorno patético. Hemingway foi sempre um romântico, o prémio Nobel foi-lhe concedido após grandes elogios da crítica a esse livro. Apesar de “Adeus Às Armas” ser considerado um de seus melhores romances é em O Velho e o Mar que ele resumirá suas ideias sobre a vida, a morte e a derrota do homem.

Pedro Paulino

Unknown disse...

O Triunfo Dos Porcos

George Orwell consegue contar uma história duma simplicidade tão verdadeira e inocente ao mesmo tempo que descreve pormenorizadamente as ideologias tão em voga na época. Acho um erro interpretar esta obra como um "discurso anti-socialista" como os EUA tão energeticamente "publicitaram" durante a Guerra Fria. A obra retrata de facto a revolução socialista, mas a sua "principal metáfora" é a da velha máxima "o poder corrompe".Podemos relacionar cada personagem com um estéreotipo, não só de classe social, mas também da forma de cada um de ver, apreender e relacionar-se com o mundo. Metendo também ao barulho elementos que se podem relacionar com a industrialização, propaganda, diplomacia e relações internacionais, a obra representa uma revolução que não se identifica directamente com nenhuma do mundo real. Pode-se pensar na USSR, Cuba, China, enfim...Mas toca no ponto fulcral de que o poder de facto corrompe, e que a ideologia socialista se pode tornar (como de facto se tornou) num sistema tão ou mais autoritário e absolutista como qualquer outro sistema (principalmente fascista).É um livro que consegue de facto mudar toda uma forma de ver e compreender o mundo, de uma maneira simples e inocente. Uma obra, que se bem explicada, de forma coerente e imparcial.

Joao Carreira Nº12 10ºC

Unknown disse...

Critica ao livro Capitães da Areia

A obra que li foi um dos romances de Jorge Amado, “Os Capitães de Areia”. Gostei muito de ler esta obra, porque cada criança tenta substituir o amor de mãe que lhes falta. Contudo, a realidade é que, por mais que eles tentem, esse carinho de mãe não pode ser substituído e há sempre aquele espaço vazio nos seus corações, o que os leva a continuar a conduzir a vida, na maior parte dos casos, pela criminalidade. Mostra também que o problema destes meninos faz parte da nossa realidade e que nem todos se preocupam com isso, tratando estes meninos como delinquentes.
Nesta obra também somos confrontados com realidades muito diferentes das nossas e tomamos consciência de muitas coisas pelas quais estas crianças passam. Por outro lado mostra-nos que apesar dos anos que já decorreram após a edição do livro, a existência de crianças abandonadas e a pobreza está presente no mundo e nas ruas do Brasil, assim como a diferença entre as classes sociais.

Ines 94 disse...

Critica ao livro: "Diário de Sofia e Cª", de Luísa Ducla Soares, editora: Livraria Civilização.

O livro "Diário de Sofia e Cª" trata-se de um livro supostamente escrito pela personagem principal-Sofia.
Nesse diário, Sofia vai relatando diariamente o que vai acontecendo em seu redor e com ela própria.
No geral, este livro fala de vários problemas sociais, principalmente problemas da juventude, doenças sexualmente transmissiveis, violação dos direitos Humanos e da Crinça, alcoolismo, anorexia e drogas - o que eu acho muito interessante e positivo.

O livro em si penso que está bem estruturado, a linguagem é simples, principalmente familiar, havendo também alguns registos de calão.
em várias partes do livro, a autora encaixa histórias de vida de outras pessoas de maneira a exemplificar alguns dos problemas abordados, dando algumas dicas quanto à maneira de os prevenir e, por fim, de os resolver. Dentro do contexto dos vários problemas, a autora fornece, até, algumas linhas telefónicas para onde poderemos ligar a pedir ajuda ou alguma informção.

Este livro será o ideal para os jovens que se interessam pelos problemas sociais e que não apreciem muito uma leitura extenca, pois este livro é curto, nada enfadonho e tem várias ilustrações.

Concluindo, o "Diário de Sofia e Cª" é um livro interessante, didáctico e adequado a jovens a partir dos 12anos.


Inês Pinto, nº7, 10ºC

Joao Sanches disse...

É um livro extremamente marcante, comovente e triste. Marcante pela ironia da sua história, comovente pela simplicidade transmitida e pela forma com que é escrito e triste pela dor e pelas perdas retratadas. Um livro que eu gostei de ler e que pela sua simplicidade e frontalidade transmitiu-me a sua mensagem e sentimentos de uma forma subtil e profunda. Com uma mistura de turbulentas emoções e pequenas conquistas e vitórias, vividas pelas personagens, que vêm ao rubro de forma simples e eloquente em cada palavra, eu senti-me como se também eu participasse na história. Neste livro o mais importante não é os grandes feitos ou qualquer outro acto considerado por nós, na nossa cegueira e egocentrismo, digno e merecedor de importância, mas sim, as pequenas coisas, que no fundo acabam por ser as mais bonitas e importantes; as pequenas vitórias; a dor e a conquista, do mundo real e da vida real, que acabam por ter uma fantasia mais doce e bonita e um misticismo mais profundo, do que as grandes lendas ou histórias, apenas pelo que são.

José Mauro de Vasconcelos conta-nos a história de um menino chamado Zézé, com seis anos, pobre, extremamente inteligente, sensível e carente. Não encontrando na família e nas pessoas a ternura e o afecto de que necessita, Zézé entrega o seu amor às pequenas coisas, mas em especial a Xuxuruca ou Minguinho, o seu pé de Laranja Lima, que se torna o seu grande confessor, amigo e companheiro de brincadeiras. Com Minguinho, Zézé protege-se do mundo real com uma barreira feita de brincadeiras, canções e da doce ilusão da inocência.

Numa tentativa de despertar as pessoas que o rodeiam para a sua presença, ele sai para a rua fazendo asneiras e pregando partidas, o que tem como consequência as enormes e tradicionais "zurras" de que infelizmente é alvo. Zézé vive uma vida triste e pobre, onde consegue encontar a sua luz e felicidade através do seu enorme coração e capacidade para amar e perdoar. Mas este Mundo está prestes a mudar. Zézé acaba por descobrir a ternura e carinho de que tanto necessita com o seu amigo "Portuga", que torna a sua existência agradávell e feliz. No entanto... a história de Zezé é recheada de ironia... Quando finalmente o seu pai volta a ter um emprego capaz de lhe proporcionar uma vida confortável e estável, perde também os seus dois grandes centros e geradores de ternura e felicidade. Zézé descobre o que é a dor da perda e da saudade, perdendo assim também a sua inocência e capacidade de se abstrair do Mundo através de brincadeiras, histórias e pequeninas crenças

Crítica ao livro "Meu Pé de Laranja Lima" de José Mauro de Vasconcelos realizada por:
João Sanches

Unknown disse...

Os Cinco na Ilha do Tesouro é das histórias juvenis mais belas que se fizeram em toda a literatura do género. A história decorre na Inglaterra dos finais dos meados do século XX, e junta três irmãos (Júlio, David e Ana) e a irascível prima (Maria José) mais o cão desta última, Tim, que se envolvem numa extraordinária aventura, iniciada a partir de um velho mapa de um tesouro descoberto num baco naufragado que uma tempestade de Verão fez emergir. De forma a que a Ilha Kirrin - propriedade da família - não passe para mãos estranhas por dificuldades económicas dos pais da Zé, os Cinco lançam-se numa caça ao tesuro entre velhos quartos de castelos em ruinas, poços e subterrâneos. A acrescentar a este universo tipicamente "Blytiano", acrescente-se um conjunto de personagens bem facetadas, particularmente Maria José, que ignora quem a chame por seu nome e só responde perante Zé, dado que não gosta de ser rapariga. Esta peculiaridade da personagem, cria uma interessante dicotomia de géneros, particularmente entre a feminina Ana, sua prima, e a arrapazada Zé, cujas capacidades estão adstritas aos rapazes: subir por uma corda, nadar depressa, mergulhar em profundidade, e outros atributos de natureza psicológica: não chorar perante as adversidades, demonstrar coragem face ao perigo e estar sempre pronta para as tarefas mais difíceis e que envolvam mais riscos.

Anónimo disse...

Uma jogada de cabeça, é o título de um livro para amantes do futebol. O Zé, tendo perfeita noção de que não sabe jogar à bola decidiu tentar bater o recorde de toques na bola com a cabeça. Nas primeiras tentativas falhou sempre, nem sequer conseguia dar três toques seguidos e foi mesmo humilhado. Mas, depois de tanto esforço e dedicação chegou o dia da prova. Todos os seus colegas já sabiam o que ia acontecer, mas ele, sem mais demora conseguiu surpreender tudo e todos e bateu mesmo o recorde, ficando feliz e orgulhoso de tanto trabalho. Por isso, quem gostar mesmo de futebol tem aqui um livro indicado para ver que, mesmo sem jeito mas com trabalho e esforço tudo é possível. Aconselho-o...

Daniela disse...

Crítica do livro "O velho e o Mar" escrito por Ernest Hemingway.

Nesta obra Ernest Hemingway fala de um pobre e velho pescador que há muito tempo não apanha peixe e anseia por “um dos grandes”. Sai para o mar com esse objectivo e, passado algum tempo, apanha o peixe cuja captura proporciona uma longa e empolgante história, recheada de situações perigosas e imprevistas. Com grande relevo, o autor retrata neste livro a astúcia e a grande persistência com que o protagonista leva a cabo a sua tarefa.

A parte menos interessante desta obra decorre quando o peixe reboca o barco durante vários dias e o velho faz muitas reflexões, como por exemplo, sobre a dignidade humana e dos animais, o que torna esta parte a mais monótona deste livro.

A parte mais interessante desta obra surge quando o pescador luta contra os tubarões para defender a sua conquista, porque é nessa altura que há mais acção e situações de maior perigo.

Esta obra fez-me reflectir sobre as dificuldades por que algumas pessoas passam para subsistir e a necessidade de sermos persistentes para atingir os nossos objectivos, bem como na “força” que o homem pode ter, para vencer as contrariedades, como diz o autor: “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.

Daniela Ribeiro 10ºC nrº5

João Mendonça disse...

A vantagem das novas comunicações
As novas formas de comunicar

Hoje em dia, vivemos os tempos das novas formas de comunicar. Já sabemos todos que formas são essas: Hi5, Facebook, Twitter, Blogues, plataforma Moodle e por aí fora... Mas podemos aprofundar um pouco mais o tema. O facto de, na Escola Secundária de Arganil, como em muitas outras, a equipa da Biblioteca Escolar ter criado o blogue Círculo de Leitores (em que muitos alunos integram os seus textos, as suas opiniões, as suas críticas, os seus resumos) e uma Oficina de Escrita na plataforma Moodle - Biblioteca Escolar - onde os alunos podem dar asas à sua imaginação e pôr à prova as suas capacidades de escrita, veio criar uma dinâmica que pode ser seguida por todas as turmas da escola e que influenciam de forma directa e muito positiva o sucesso escolar dos alunos. São as ferramentas dos novos tempos ao serviço das novas aprendizagens. E estas aprendizagens passam, também, pelas Bibliotecas Escolares.

O professor bibliotecário

João Mendonça

João Mendonça disse...

Chegaram mais livros à nossa biblioteca. Estejam atentos às notícias. Vamos colocar as novidades de Março.

João Mendonça disse...

Fiquem atentos às novidades de Março!

Unknown disse...

Sem dúvida não há melhor espaço, dentro da Escola Secundária de Arganil, para se estar, que a Biblioteca Escolar.
Agradeço ao Professor João Mendonça, à Sra. Paula, à Sra. Alda e a todas as pessoas que contribuem para que esta seja um local de eleição, dentro da escola, para muitos alunos estarem nos seus tempos livres.
Obrigado ...

Verónica Carvalho

João Mendonça disse...

Eu, leitor, me confesso é um desafio muito interessante para todos os jovens da nossa escola. Participem e mostrem a vossa capacidade criativa e literária.

JoAO SAnchEz disse...

O Velho E O Mar
(Ernest Hemingway)

" Um homem pode ser destruído, mas nunca derrotado "

"O Velho e o Mar" este foi o livro que li durante o 3ºperíodo. O livro é de 1952, mas o tema é actualíssimo.
Uma obra-prima da literatura universal onde Hemingway conta a história de Santiago, um pescador cubano, velho e empobrecido, que após oitenta e quatro dias sem pescar um peixe, passa a ser ironizado pelos colegas, que acreditam ter chegado ao fim a sua carreira de pescador.
Até o menino Manolin, discípulo e ajudante de Santiago, o único a confiar nas suas habilidades, foi proibido pelo pai de acompanhá-lo nas pescarias.
Discriminado pelos seus pares, abandonado à própria sorte, Santiago resolve recuperar o prestígio e lança-se ao mar em seu pequeno barco com pouca água, apenas duas iscas dadas por Manolin, alimentando-se de peixes, no sol escaldante e "travando" conversas consigo mesmo. Tanta persistência vale a pena de pescar um peixe gigante, o maior já pescado, medindo cinco metros de comprimento, porém, para mantê-lo preso tem que vencer a força e a resistência do peixe e a perseguição de vários tubarões.
Ao final de sua batalha, chega à praia exausto, ferido e apenas com o esqueleto do peixe, que, ainda, assim, lhe rende a admiração e o respeito de todos.
Paciência, sabedoria, perseverança, experiência, fé em si mesmo foram os ingredientes que garantiram a Santiago o sucesso.
Vale lembrar que a vitória aqui não pode ser considerada como uma derrota ou uma vitoria, o mais imortante foi o processo desenvolvido pela personagem.
A vitória de Santiago consiste em partir em busca do resgate da sua auto-estima, do seu bom combate, buscando na sua travessia pelo mar vencer as vicissitudes da vida.
O livro explora os limites da capacidade humana e deve ser lido várias vezes, porque a cada idade, fase da vida, atribulação o livro passanos uma mensagem diferente.

Anónimo disse...

Apreciação do livro “a melodia do adeus” de Nicholas Sparks

Após a separação dos pais, Ronnie (diminuitivo de Veronica Miller), vê a sua vida transformada, enquanto ela a mãe e o irmão (Johan) permanecem em Nova Iorque, o pai vai viver para Carolina do Norte, numa pequena cidade costeira (Wrightsville Beach).
Durante 3 anos Ronnie não fala com o pai por ressentimento, culpabilizando-o pelo seu abandono. No entanto, vê-se obrigada a passar as férias de Verão com o seu pai e o irmão, não percebendo o motivo desta atitude por parte dos pais, sentindo-se perturbada, pouco a pouco essa rebeldia vai-se transformando, dando lugar ao seu 1º amor com Will. Mais tarde, descobre a verdadeira razão da insistência daquelas férias na Carolina do Norte, o seu pai encontra-se em fase terminal dum cancro, Ronnie decide acompanhá-lo até ao fim e o irmão parte com a mãe com o coração destroçado para Nova Iorque. O namorado tal como havia previsto no final das férias de Verão vai para a Universidade.
Ronnie na última semana de vida do pai consegue terminar a melodia que o pai iniciara e começou a tocá-la ao piano para o pai, com a ajuda da sua amiga Beaze (ou Caladabriel).
Daí o sentido do título do livro a melodia do adeus. Vários são os motivos que nos fazem manter ligados à leitura do livro desde o respeito pelo outro, a sensibilidade pelas coisas da natureza, a irreverência da adolescência, a riqueza dos pormenores, como o casamento da irmã do Will, o sentido de justiça.
Aconselho a ler este livro…

Cíntia nº3 10ºC

Anónimo disse...

Critica Ao Livro - As 48 Leis Do Poder


Existe dois tipos de pessoas no mundo os que dominam e os que são dominados". O livro As 48 Leis do Poder, escrito por Robert Greene e foi publicado em 1998. O livro contém idéias valiosas que possivelmente serão úteis para aqueles que almejam o poder.
O autor, cuidadosamente detalha os acontecimentos, as teorias e práticas do poder, passando por toda história da humanidade. Este livro objetivamente descreve as leis em sua pura essência.
O escritor também procura sintetizar as filosofias de grandes pensadores.
As leis são extraídas de escritos de homens e mulheres que estudaram e dominaram a arte do poder. Estes escritos, nas palavras do autor, "se estendem a um período de mais de 300 anos atrás e foram feitos por civilizações tão diferentes como a antiga China e a Itália da Renascença, não obstante, elas compartilham histórias e temas semelhantes".
Uma leitura completa do livro levou me a uma reflexão e reavaliação do passado, presente e futuro.
O livro, na realidade, não estabelece um limite para o poder absoluto, porem aqueles que o buscarem sabem que as consequências disto poderá leva-lo tanto ao céus quanto ao inferno.
Gostei muito deste livro, é um livro recomendado para todos, porem estudantes e políticos se darão melhor com a leitura. Porem as estratégias, para a obtenção do poder que são demonstradas no livro, são passíveis de serem executadas por todos.



Feito por: Pedro Paulino

Unknown disse...
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Unknown disse...

Crítica ao livro "O Monte dos Vendavais", de Emily Bronte.


"O Monte dos Vendavais" é um clássico da literatura inglesa. O único romance de Emily Bronte, é uma história de amor e ódio entre Catherine e Heatcliff, que acabaria por matar ambos os amantes.

O pai de Catherine Earnshaw adoptou um rapaz órfão, depois de ter feito uma viagem de negócios. A este é dado o nome de Heathcliff. Ele é como um filho para o pai de Catherine, mas ela e o irmão, Hindley, tinham ciúmes. Porém, Catherine e Heathcliff, à medida que se vão conhecendo, apaixonam-se.
Após a morte do seu pai, Hindley trata Heathcliff como um criado, o que o torna cada vez mais rude e triste. Catherine, apesar do seu amor por Heathcliff, casa com Edgar Linton, escolhendo a riqueza e a sua posição social.
Heathcliff abandona o Monte dos Vendavais e jura vingar-se. Anos depois regressa para cumprir a jura que havia feito. Eu não vou revelar como se desenrola a história a partir deste momento, pois qual é a “piada” de ler um livro do qual já sabemos o fim?

Eu achei este livro um misto de emoções, ódio e amor. É uma história dramática em que, ao longo da história, vamos construindo diversas opiniões acerca das suas personagens. A personagem de Heathcliff foi a que mais me fascinou pois é movida, não só pelo amor que nutre por Catherine, mas também pelo sentimento de vingança a todos os que o humilharam, pretendendo arruinar as suas vidas e a dos que os rodeiam. Cada uma das personagens de O "Monte dos Vendavais" tem uma forte personalidade, e foi esse aspecto que também me chamou à atenção ao ler este romance.

Emily Bronte, ao escrever este livro, chocou tudo e todos. É uma obra fantástica, com uma abordagem ao ser humano e à sua maneira de pensar, diferente daquela a que a sociedade da sua época estava habituada. É um romance intemporal que concerteza ainda vai despertar a curiosidade de muitas gerações vindouras, tal como me aconteceu a mim.


Joana Alves nº9 10ºC

Anónimo disse...

"Sei lá"

"Sei lá", escrito por Margarida Rebelo Pinto é um livro que retrata relações entre um grupo de pessoas. A personagem principal é Madalena que se encontra regulamente com o seu grupo de amigas: Mariana, Catarina, Luisa e Teresa. A história desenrola-se na vida de Madalena, que é jornalista de uma revista cor-de-rosa que acaba de perder aquele que considera o único amor da sua vida.
Uma noite conhece outro homem e devido à insistencia dele acabam mesmo por fazer sexo com ele. No entanto ainda aparece um 3ºhomem na sua vida, que a deixa muito indecisa.
Eu gostei de ler o livro, porque são vivenciadas realidades pelo personagem principal que são demonstradas em poucos livros e a linguagem utilizada é simples.

Daniel Bandeira, nº8, 10ºB

Ana disse...

O Sonhador, de Ian McEwan


O Sonhador, conta-nos uma emocionante história de um rapaz de 10 anos cujo nome é Peter.
Este rapaz sonha muito, não apenas enquanto dorme, mas também acordado, qualquer coisa lhe dá imaginação suficiente para arranjar sarilhos. Peter era apenas um miúdo como todos os outros, mas que ninguém entendia o facto de sonhar como se fosse realidade.
Esta história está divida em capítulos, onde em cada uma conta e descreve um sonho do Peter.
Nestes capítulos Peter imagina-se ser tudo, menos uma criança de 10 anos. Peter imagina-se a lutar com as bonecas da sua irmã, imagina-se também num corpo de um gato onde tem de lutar com outros gatos para marcar território num jardim, imagina-se a encontrar um creme numa gaveta que faz desaparecer e vai passar esse mesmo creme nos seus pais e na sua irmã, fazendo-os desaparecer e imagina-se em muito mais coisas. Estes sonhos ao longo da história vão trazendo-lhe sarilhos, pois os seus pais acham que não é uma criança normal, pois ele sonha como se fosse a realidade.
No último capítulo, Peter sente uma atracção por uma rapariga, irmã de um amigo seu. Nas férias eles estão sempre juntos, o que contribuiu para essa atracção. Peter um dia acorda adulto, e beija-a. No dia seguinte tem de novo 10 anos. Ele lembra-se do beijo, mas quando olha para ela, ela apenas sorri. E assim, com um final indeterminado, acaba este conto.
Eu gostei deste livro, pois fala sobre a capacidade de sonhar de uma criança, onde ela consegue sonhar com tudo, sem limitações e com uma grande criatividade. Quando os seus pais não o achavam “normal”, nunca pararam para pensar que era apenas a criatividade, a felicidade de uma criança a sonhar.
Ian McEwan nasceu a 21 de Junho de 1948, em Aldershot, Inglaterra.
É um Romancista, contista e roteirista, é considerado um dos grandes nomes da ficção britânica contemporânea. É conhecido pela inventividade com as palavras e pelo gosto de usar a mecânica dos thrillers como crítica social. Ao longo de sua carreira foi indicado diversas vezes para receber o Booker Prize, o mais prestigiado prémio literário britânico, o que veio a ocorrer em 1998 com o livro Amsterdam (Rocco, 1999). Publicou mais de uma dúzia de livros, boa parte deles traduzidos para o português, como por exemplo: A criança no tempo (em 1998); O sonhador (em 1999); Amor para sempre (em 1999), entre outros. Além de romances e contos também faz guiões para filmes.


Ana Simões, nº3 10ºB

Anónimo disse...

Dom Quixote de La Mancha de Miguel Cervantes

Ao longo deste último período li o famosíssimo livro do autor castelhano Miguel de Cervantes que se intitula D. Quixote de la Mancha.
Este relata a história de um homem apaixonado pelos romances de cavalaria que, na sua loucura, decide ir pelo mundo em busca de aventuras semelhantes às dos seus heróis com o intuito de conquistar o amor de Dulcineia del Toboso.
No entanto, D. Quixote parte em circunstâncias anormais para a norma dos romances de cavalaria: D. Quixote leva uma autêntica pileca que segundo ele era um cavalo lustroso e bem constituído, como escudeiro leva o famoso Sancho Pança, um camponês que foi na aventura tendo somente em vista as riquezas prometidas por D. Quixote e a sua amada era também uma camponesa descrita como uma mulher de fraca aparência.
Esta obra foi escrita em tom de comédia. Para além dos factos que enunciei anteriormente, a primeira “façanha” de D. Quixote foi contra uns moinhos que eram, de acordo com D. Quixote, uns gigantes que ameaçavam uma aldeia ali perto. Neste célebre encontro D. Quixote lesiona-se e despedaça a lança. Existem ainda muitos outros encontros cómicos como por exemplo quando D. Quixote se quis nomear cavaleiro.
A obra encontra-se dividida em duas partes principais. Na primeira parte, D. Quixote realiza algumas aventuras e vai ganhando fama de louco. Já na segunda parte, todas as personagens que D. Quixote encontrava no caminho já tinham lido a primeira parte do livro e sabiam da loucura que tinha assaltado o seu raciocínio.
Em relação à história, penso que Cervantes teve uma imaginação muito efervescente, o que resultou numa obra muito bem conseguida. Todos os pormenores históricos e também a descrição do estereótipo do camponês espanhol do séc. XVI que é protagonizado por Sancho Pança. Este estereótipo é muito semelhante ao do mexicano e do alentejano.
As próprias capas são apelativas. Apesar de serem desenhos a traço retratam bem as situações que Cervantes relata.
Em relação à editora (Publicações Europa-América) fica um enorme reparo que só desprestigia o seu nome. A tradução é um autêntico fracasso. Isto torna-se mais evidente quando se lê “Nós outros fomos…”. Este tipo de tradução (“palavra a palavra”) é recorrente ao longo do texto.
Penso ainda que Miguel de Cervantes se estendeu demasiadamente na “transcrição de poemas de amor de D. Quixote à sua amada.
Apesar destes factores negativos, o conteúdo e a originalidade de Cervantes (o introdutor da ironia na literatura) vencem fazendo da obra um bom motivo para uma pausa no trabalho.

João Pedro Guerra Henriques 13 10ºC