Sinopse
Com Os Putos do Inverno termino um livro de contos que surgiu na sua fase primitiva em 1964 - chamado então Sardinhas e Lua - e foi reaparecendo, a partir de 1973, com o título definitivo de Os Putos, em edições sempre reforçadas com novos textos. Era já um grosso volume quando, em 1995. resolvi dar às suas cento e tal histórias uma arrumação que respeitasse a sequência em que tinham nascido, enquadrando-as nas estações da minha própria vida. Por isso, os contos publicados na juventude constituem Os Putos da Primavera, os da idade madura compõem Os Putos do Verão, os da barbicha a agrisalhar correspondem a Os Putos do Outono; enfim, os da velhice, agora saídos do secretismo íntimo da gaveta, são naturalmente Os Putos do Inverno. Fez-me bem escrever este livro, ou melhor, desentranhá-lo, conto a conto, na grande caminhada entre o berço e o túmulo, porque dei comigo a sublimar, pelo acto trasfigurador da criação literária, dificuldades de sobrevivência e fastios existenciais que, de contrário, exigiriam um estoicismo superior àquele de que sou capaz para serem toleráveis. Na verdade, embora desejando que Os Putos fizessem doer a consciência tão cruelmente como os vivi, quis também que arrebatassem a imaginação tão magicamente como os sonhei.
Altino do Tojal
Sinopse
Este livro reúne alguns dos melhores contos da autora galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2007. As histórias têm como cenário a capital britânica e seus subúrbios, no ambiente que se vivia no pós-guerra. Os protagonistas são muitas vezes mulheres de meia-idade oriundas de famílias da classe média e proletárias que tomam de súbito consciência da crise social que as rodeia e do vazio que ameaça a sua própria vida familiar, harmoniosa apenas na aparência. Como a própria autora haveria de descrever mais tarde, Londres era em 1949 uma cidade sem cor, cinzenta e monótona e a guerra tinha criado um estado de espírito que é muito difícil de imaginar.Três contos desta obra passaram ao cinema em 1991 com realização de Valerie Stroh. Um Homem e Duas Mulheres foi o primeiro romance da autora publicado em Portugal, com a chancela da Ulisseia.
SINOPSE
Eduardo Pitta alimenta-se (e alimenta-nos) de altas temperaturas, porque desconhece o frio. Quando muito, o gelo, que é irmão perverso do fogo, ambos se escondendo nas dobras de um versificar tenso e disparado com vigor de aforismo implacável: «Je n´ai pas écrit une seule ligne à la temperature normale», dizia esse excepcional escafandrista de infernos extremos e breves, que se chamou Cioran. O mesmo poderia dizê-lo o Eduardo Pitta do volume em que agora nos entrega o que de melhor recolheu nos seis livros até há pouco publicados.
Base de Dados de Autores
António Ramos Rosa
Dados biográficos:
António Ramos Rosa nasceu em Faro no ano de 1924. Estudou em Faro, não tendo acabado o secundário por questões de saúde. As suas actividades profissionais foram inicialmente ligadas ao comércio, mas mais tarde tornou-se poeta e ensaísta literário. A sua actividade literária está ligada ao aparecimento de algumas revistas de que foi co-organizador. Ao longo da sua obra, estão reflectidos desde o subjectivismo inicial ao cultivo puramente objectivo, elementos neo-realistas, surrealistas, neo-clássicos e neo-barrocos.
Algumas Obras:
• 1958 - O Grito Claro
• 1960 - Viagem Através duma Nebulosa
• 1975 - Ciclo do Cavalo
• 1980 - Figura: Fragmentos
• 1982 - O Incerto Exacto
• 1983 - Gravitações
• 1988 - O Livro da Ignorância
• 1991 - Oásis Branco
• 1992 - Pólen- Silêncio
• 1992 - As Armas Imprecisas
• 1992 - Clamores
• 1992 - Dezassete Poemas
• 1996 - Figuras Solares
Principais Prémios:
o Prémio Fernando Pessoa, 1958
o Prémio P.E.N. Clube Português de Poesia, 1980
o Prémio Pessoa, 1988
o Prémio da Bienal de Poesia de Liége, 1991
o Prémio Municipal Eça de Queiroz, 1992
Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen, 2005
Daniel Bandeira, nº8, 10ºB
Nome: Fernando António Nogueira Pessoa
Biografia:
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer em 1935) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, onde fez os seus estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro".É um escritor português mundialmente conhecido.
Conhecido pela forma múltipla como encara o mundo e por este facto ter criado os heterónimos: Alberto Caeiro, que exprime e representa a visão marcadamente não-humana, primitiva e "pura" da Natureza e até do Homem, despido da emoção (da subjectividade) e anulada toda a cultura (a Razão) que o Homem foi criando (Alberto Caeiro não possuía mais do que a instrução primária, era "guardador de rebanhos" e vivia num outeiro…), Álvaro de Campos, o oposto de Caeiro, Pessoa atribuiu a este célebre heterónimo características de uma pessoa bastante culta, Ricardo Reis, continua o "drama em gente" que o próprio Pessoa, este heterónimo é conhecido por escrever acerca da inutilidade dos actos, da condição humana, etc e Bernardo Soares, um ser afectivo , apresenta aspectos "biográficos" que o aproximam de Pessoa: é ajudante de guarda-livros em Lisboa e trabalha em escritórios modestos na Baixa pombalina.
2- Obras: Pessoa escreveu entre outros Mensagem, Poemas Ingleses, Cancioneiro, Poemas Dispersos, O Marinheiro, Fausto, O Banqueiro Anarquista, Interregno, Artigos de Critica, Cartas ; Alberto Caeiro, Prefácio de Ricardo Reis, O Guardador de Rebenhos, O Pastor Amoroso, Poemas Inconjuntos; Álvaro Campos Poemas, Ultimatum; Ricardo Reis, Odes; Bernardo Soares, Livro do Desassossego e alguns poemas.
3-Prémios: Entre outros Fernando Pessoa recebe em 1904 o prémio Queen Memorial Victoria («Prémio Rainha Vitória»); alguns prémios Literários; prémios Gazeta; Prémio Livingstone (…)
Tânia Santos 10ºB Nº18
José Gomes Ferreira
Escritor, poeta e ficcionista português, nasceu a 9 de Junho de 1900 no Porto. Formou-se em Direito em 1924, foi cônsul na Noruega entre 1925 e 1929. Após o seu regresso a Portugal, enveredou pela carreira jornalística. Foi colaborador de vários jornais e revistas, tais como a Presença, a Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes. Esteve ligado ao grupo do Novo Cancioneiro, sendo geral o reconhecimento das afinidades entre a sua obra e o neo-realismo. José Gomes Ferreira foi um representante do artista social e politicamente empenhado, nas suas reacções e revoltas face aos problemas e injustiças do mundo. Mas a sua poética acusa influências tão variadas quanto a do empenhamento neo-realista, o visionarismo surrealista ou o saudosismo, numa dialéctica constante entre a irrealidade e a realidade, entre as suas tendências individualistas e a necessidade de partilhar o sofrimento dos outros. José Gomes Ferreira baseava-se em elementos naturais (terra, árvores, vento, céu, sol e lua) para escrever as suas obras.
Morreu a 8 de Fevereiro de 1985, em Lisboa.
Obras:
Poeta Militante: Viagem do Século Vinte em Mim (reúne Poesia, Poesia I, II, III, IV, V, VI, edit. entre 48 e 76), Lisboa, 1977 e 1978; Antologia Poética, Lisboa, 1975; A Poesia Continua: velhas e novas circunstâncias, Lisboa, 1981; 5 Caprichos Teatrais Inspirados na Revolução Portuguesa de 1974 e Escritos em 1977-78, Lisboa, 1978; Introdução a Folhas Caídas, Lisboa, 1969, e a RIBEIRO, A. - Um Escritor Confessa-se, Amadora, 1974; A Memória das Palavras (ou o Gosto de Falar de Mim), Lisboa, 1965; Imitação dos Dias. Diário Inventado, Lisboa, 1966; Lisboa na Moderna Pintura Portuguesa, Lisboa, 1971; Gaveta de Nuvens: tarefas e tentames literários, Lisboa, 1975; Intervenção Sonâmbula: crónica do segundo ano de revolução de 25 de Abril de 1974 através de documentos publicados pelo autor nesse período, Lisboa, 1977; Coleccionador de Absurdos: com a biografia de duas ou três infâncias do coleccionador, Lisboa, 1978; Relatório de Sonhos ou A Memória das Palavras II, Lisboa, 1980; Calçada do Sol: diário desgrenhado de um homem qualquer nascido no princípio do século XX, Lisboa, 1983; Passos Efémeros - Dias Comuns I, Lisboa, 1990; O Mundo dos Outros (Histórias e Vagabundagens), Lisboa, 1950; O Mundo Desabitado, Lisboa, 1960; Os Segredos de Lisboa, Lisboa, 1962; Aventuras Maravilhosas de João sem Medo, Lisboa, 1963; Tempo Escandinavo, Lisboa, 1969; O Irreal Quotidiano (Histórias e Invenções), Lisboa, 1971; O Sabor das Trevas: romance alegoria dos tempos amargos, Lisboa, 1976; Tu, Liberdade!: antologia de ficções em prosa, Lisboa, 1977; O Enigma da Árvore Enamorada, Lisboa, 1980
Prémios:
• Grande Prémio do Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores;
• Prémio Especial do Júri;
• Prémio da Casa da Imprensa.
Ana Soraia, 10ºB
JOSÉ SOBRAL DE ALMADA NEGREIROS
BIOGRAFIA:
Nasceu em São Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893 e morreu em Lisboa a 15 de Junho de 1970. Filho de António Lobo de Almada Negreiros, um tenente de cavalaria, administrador do Concelho de São Tomé e fundador de diversos jornais.
Depois da morte da mãe, em 1896, foi viver em Portugal. Nesta altura, em 1900, o pai é nomeado encarregado do Pavilhão das Colónias na Exposição Universal de Paris, deixando José ao cuidado dos jesuítas no Colégio de Campolide.
Em 1911, após a extinção do Colégio de Campolide dos Jesuítas e uma breve passagem pelo Liceu de Coimbra, José entra para a Escola Internacional de Lisboa. Nesta escola, consegue um espaço onde irá desenvolver o seu trabalho, publicando, ainda nesse ano, o seu primeiro desenho na revista A Sátira. Publica também o jornal manuscrito A Paródia, onde é o único redactor e ilustrador.
Em 1913, apresenta, na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual, composta de 90 desenhos. Aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a revista Orpheu, juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Em 1919, vai viver para Paris, onde exerce diversas actividades e escreve a Histoire du Portugal par coeur. Em Paris, fica apenas cerca de um ano e, quando regressa, vai colaborar com António Ferro, tendo inclusivamente desenhado a capa do livro deste, Arte de Bem Morrer. Faz também as capas da revista Presença, números 47 e 54.
Em 1927, volta a deixar Portugal, desta vez para Espanha, onde, além de colaborar com diversas revistas, escreve El Uno, Tragédia de la Unidad, obra dedicada à pintora Sarah Afonso, com quem viria a casar em 1934, já após o seu regresso a Portugal.
OBRAS:
-A cena do ódio;
-A Engomadeira;
-O sonho da rosa;
-O quadrado azul;
-O jardim da pierrette;
-A invenção do dia claro;
-Pierrot e arlequim;
-Nome de guerra.
PRÉMIOS:
- Prémio Columbano;
- 1º Prémio do Concurso Internacional de Musica de Alcobaça;
- Prémio Nacional das Artes.
Biografia:
Nasceu na freguesia de Póvoa de Atalaia, no Fundão a 19 de Janeiro de 1923. Aos dez anos, foi viver juntamente com a mãe para Lisboa.
Escreveu os seus primeiros poemas em 1936, o primeiro dos quais, intitulado “Narciso” que publicou três anos mais tarde.
Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de Inspector Administrativo do Ministério da Saúde. Em 1950, uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto, onde permaneceu mais de quarenta anos. Acabou por se mudar para o edifício da Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.
Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana.
Utilizava como pseudónimo o nome de um poeta português: José Fontinhas
Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada
Prémios:
• Prémio Pen Clube (1986)
• Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986)
• Prémio D. Dinis (1988)
• Prémio Jean Malrieu (França, 1989)
• Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (APE) (1989)
• Prémio APCA (Brasil, 1991)
• Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (República da Sérvia, 1996)
• Prémio Vida literária da APE (2000)
• Prémio Celso Emílio Ferreiro (Espanha, 2001)
• Prémio Camões (2001)
• Prémio PEN (2001)
• Doutoramento "Honoris Causa" pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2005).
• Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube.
Obras :
Poesia
• Adolescente, 1942.
• Pureza, 1945.
• As Mãos e os Frutos, 1948, 21ª edição, 2000.
• Os Amantes sem Dinheiro, 1950, 16ª edição, 2000.
• As Palavras Interditas, 1951, 13ª edição, 2002.
• Até Amanhã, 1956, 13ª edição, 2002.
• Coração do Dia, 1958, 12ª edição, 1994.
• Mar de Setembro, 1961, 12ª edição, 1994.
• Ostinato Rigore, 1964, 11ª edição, 1997.
• Obscuro Domínio, 1971, 8ª edição, 2000.
• Véspera de Água, 1973, 6ª edição, Limiar, 1990.
• Escrita da Terra, 1974, 7ª edição, 2002.
• Homenagens e outros Epitáfios, 1974, 8ª edição, 1993.
• Limiar dos pássaros, 1976, 7ª edição, 1994.
• Primeiros Poemas, 1977, 10ª edição, 2000.
• Memória Doutro Rio, 1978, 4ª edição, Limiar, 1985.
• Matéria Solar, 1980, 5ª edição, 2000.
• O Peso da Sombra, 1982, 3ª edição, Limiar, 1989.
• Branco no Branco, 1984, 5ª edição, 19.
• Vertentes do Olhar, 1987, 5ª edição, 2003.
• O Outro Nome da Terra, 1988, 2ª edição, Limiar, 1989.
• Contra a Obscuridade, 1988, 5ª edição, 1993.
• Rente ao Dizer, 1992, 4ª edição, 2002.
• Ofício de Paciência, 1994, 2ª edição, 2000.
• O Sal da Língua, 1995, 4ª edição, Associação Portuguesa de Escritores, 2001.
• Pequeno Formato, 1997, 2ª edição, 1997.
• Os Lugares do Lume, 1998, 2ª edição, 1998.
• Os Sulcos da Sede, 2001, 3ª edição, 2002.
Antologias poéticas
• Antologia [1945-1961], Delfos, 1961. Esgotado.
• Poemas (1945-1966), 3ª edição, 1971. Esgotado.
• Poesia e Prosa (1940-1989), 4ª edição, O Jornal/Limiar, 1990. Esgotado.
• Poemas de Eugénio de Andrade, select., est. e notas de Arnaldo Saraiva, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1999.
• Poesia, 2000. Esgotado.
Prosa
• Os Afluentes do Silêncio, 1968, 9ª edição, 1997.
• Rosto Precário, 1979, 6ª edição, 1995.
• À Sombra da Memória, 1ª edição, 1993.
Antologias
• Daqui Houve Nome Portugal, 1968, 4ª edição, Edições Asa, 2000.
• Memórias da Alegria, 1971, 2ª edição, Campo das Letras, 1996.
• Antologia Breve, 1972, 7ª edição, 1999.
• A Cidade de Garrett, 1993, 3ª edição, 1997.
• Fernando Pessoa, Poesias Escolhidas, 1995, 6ª edição, Campo das Letras, 2001.
• Versos e Alguma Prosa de Luís de Camões, 1972, 5ª edição, Campo das Letras, 1996.
• Erros de Passagem, selecção e prefácio, 1982, 3ª edição, Campo das Letras, 1998.
• Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa, 1999, 7ª edição, Campo das Letras, 2002.
• Sonetos de Luís de Camões, Assírio & Alvim, 2000.
• Poemas Portugueses para a Juventude, Edições Asa, 2002.
Literatura Infantil
• História da Égua Branca, 1977, 8ª edição, Campo das Letras, 2002.
• Aquela Nuvem e Outras, 1986, 10ª edição, Campo das Letras, 2002.
Vitorino Nemésio
Biografia: O seu nome completo é Vitorino Mendes Pinheiro da Silva Nemésio, nasceu na Vila da Praia da Vitória (Ilha Terceira, Açores) em 1901.
Foi poeta, ficcionista, cronista, ensaísta, crítico, biógrafo e historiador, fundou e dirigiu a Revista de Portugal (1937-194) e foi professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa. Vinculado a esta actividade docente, a sua obra abrange vários trabalhos de investigação histórico-literária ou simplesmente histórica – A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio, 2 vols, 1932; Isabel de Aragão, Rainha Santa, 1936; Relações Francesas do Romantismo Português, 1937; Destino de Gomes Leal, 1953; O Campo de São Paulo, 1954, etc.) e, ainda, inúmeros estudos, ensaios, escorços biográficos, – muitos deles dispersos em jornais e revistas, outros agrupados em volume (Sob os Signos d Agora, 1932; Etudes Portugaises, 1938; Ondas Médias, 1945; Conhecimento de Poesia, 1958).
Por outro lado, a sua obra de criação – quem em sentido lato, é toda ela a obra de um poeta –, além de diversos volumes, muito significativos de poesia em verso (La Voyelle Promise, 1935; O Bicho Harmonioso, 1938; Eu, Comovido a Oeste, 1940; Festa Redonda, 1950; Nem toda a Noite a Vida, 1952; O Pão e a Culpa, 1955; O Verbo e a Morte, 1959; Poesia (1935-1940), 1961, etc.), engloba também as três principais modalidades da ficção narrativa: o conto, a novela, o romance (Paço de Milhafre, 1924; e o Mistério do Paço de Milhafre, 1949, contos; A Casa Fechada, 1937, novelas; Varanda de Pilatos, 1926, e Mau Tempo no Canal, 1944, romances).
Toda esta produção, embora multiforme, não deixa todavia de ser unívoca por detrás da sua obra, que abrange a poesia, o romance, o conto, o ensaio, a crónica, revela a origem açoriana, na evocação da infância e no fascínio pelas ilhas.
Em 1965, recebeu o Prémio Nacional de Literatura, pelo conjunto da sua obra.
Nemésio tem as suas obras traduzidas em italiano, francês, inglês e alemão, entre outras.
Vitorino Nemésio morreu em Lisboa, em 1978, e foi sepultado em Coimbra.
Bibliografia:
Poesia
"Canto Matinal". Angra do Heroísmo, 1916.
"Nave Etérea". Coimbra, 1922.
"O Pão e a Culpa". Lisboa, 1955.
"O Cavalo Encantado". Colecção Círculo de Poesia. Lisboa, 1963.
"Andamento Holandês e Poemas Graves". Lisboa, 1964.
"Ode ao Rio, ABC do Rio de Janeiro". Rio de Janeiro, 1965.
"Vesperais (1916 1918)". Angra do Heroísmo, 1966.
"Canto de Véspera". Colecção Poesia e Verdade. Lisboa, 1966.
"Violão do Morro (...) Seguido de Nove Romances da Bahia". Lisboa. 1968.
"Poemas Brasileiros" Lisboa, 1972.
"Sapateia Açoriana", Lisboa, 1976.
Cecília Meireles
Dados biográficos:
Nasceu em 1901, no Rio de Janeiro. E graças á sua amizade com alguns escritores portugueses, teve contacto com a Poesia portuguesa.
É ainda hoje lembrada em Portugal e continuou a ser lida e editada mesmo após a sua morte em 1964.
Concluiu o seu Curso Normal em 1917 e trabalhou como professora primária, professora universitária, tradutora, conferencista, colaboradora em periódicos e pesquisadora de folclore Brasileiro. Dedicou-se também á poesia infantil.
Pertenceu à segunda geração do Modernismo.
Obras:
Espectros-1919
Nunca Mais – 1923
Poema dos Poemas – 1923
Baladas para El – Rei – 1925
Viagem
Vaga Música – 1942
Mar Absoluto e Outros Poemas – 1945
Poemas escritos na Índia - 1961
Solombra – 1963
Prémios:
Prémio de Poesia em 1922, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo livro Viagem.
Após a sua morte ganhou o prémio Machado de Assis, atribuído por toda a sua obra literária.
José Gomes Ferreira
José Gomes Ferreira nasceu no Porto, a 10 de Junho de 1900. Licenciou-se em Direito, em 1924, e foi diplomata, nomeadamente, cônsul na Noruega entre 1925 e 1929. Em 1930 regressou a Portugal dedicando-se ao jornalismo.
Foi casado e pai de dois filhos, o arquitecto Raúl Ferreira e o poeta Alexandre Vargas.
Colaborou nas publicações Presença, Seara Nova, Descobrimento, Sr.Doutor, Gazeta Musical e de Todas as Artes e Imagem, com artigos assinados por anónimos pseudónimos vários (Álvaro Gomes, Alberto Fernandes, Fernando Soares, etc). Inventava, também, crónicas semanais para o Kino e o Noticias Ilustrado. Foi ainda compositor e tradutor.
Colaborou com vários autores, como por exemplo, Carlos de Oliveira, na antologia Contos Tradicionais Portugueses. Pertenceu à geração do Novo Cancioneiro, com evidentes influências surrealistas, simbolistas, e sobretudo neo-realistas.
Escreveu novela (O Mundo Desabitado), poesia (Poesia I, II, III, IV, V, Poesia Militant I, II, III, Longe, etc.), contos (O Mundo dos Outros, em 1950) e ensaio aoutobiográfico (A Memória das Palavras, em 1965).
Em 1962 ganhou o Grande Prémio da Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, com Poesia III.
Em 1978 foi Presidente da Associação Portuguesa de Escritores. Em Fevereiro de 1980 associou-se ao PCP (Partido Comunista Português) e foi condecorado pelo Presidente Ramalho Eanes como grande oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada, recebendo posteriormente o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade. Foi homenageado pela Sociedade Portuguesa de Autores em 1983, o mesmo ano em que foi submetido a uma intervenção cirúrgica.
Morreu em Lisboa, a 8 de Fevereiro de 1985, vítima de doença prolongada.
Joana 10ºC
José Luís Peixoto
1- Dados Biográficos:
José Luís Peixoto, nasceu a 4 de Setembro de 1974, em Galveias (Ponte de Sor). É um escritor e dramaturgo português. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Antes de dedicar-se profissionalmente à escrita, trabalhou como professor em Praia, Cabo Verde e em várias cidades de Portugal. Tem publicado poesia e prosa.
2- Obras
Ficção
• 2000 - Morreste-me
• 2000 - Nenhum Olhar
• 2002 - Uma Casa na Escuridão
• 2003 - Antídoto
• 2006 - Minto Até ao Dizer que Minto
• 2006 - Cemitério de Pianos
• 2007 - Hoje Não
• 2007 - Cal
Poesia
• 2001 - A Criança em Ruínas
• 2002 - A Casa, a Escuridão
• 2008 - Gaveta de papéis
Obras de teatro
• 2006 - Anathema - Estreada no Theatre de la Bastille em Paris.
• 2007 - À Manhã - Estreada no Teatro São Luiz em Lisboa.
• 2007 - Quando o Inverno Chegar - Estreada no Teatro São Luiz em Lisboa
3- Prémios
• Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude de 1997, 1998 e 2000.
• Prémio José Saramago, da Fundação Círculo de Leitores, 2001.
• Prémio Daniel Faria, 2008.
• Prémio Cálamo Outra Mirada, 2008.
Marta 10ºB
Carlos de Oliveira
(1921-1981)
Carlos de Oliveira foi um escritor português do século XX. Nasceu em Belém da Pará, Brasil, a 16 de Agosto de 1921.
Veio para Portugal ainda em criança, fixando-se em Cantanhede, na vila de Febres, local onde o seu pai exercia a profissão de médico. Em 1933, foi viver para a cidade de Coimbra, onde estudou no curso Historico-Filosóficas, a partir de 1941, na Faculdade de letras de Coimbra. Terminou o seu curso em 1947. Dois anos depois, em 1949, casou-se com Ângela, uma mulher madeirense que conhecera nos anos de faculdade.
Posteriormente, foi viver para Lisboa, local onde morreu, a 11 de Julho de 1981, aos 60 anos.
Em 1942 publicou o seu primeiro livro Turismo. Um ano depois, publicou a obra Casa na Duna. Em 1944 publicou Alcateia. Durante o ano de 1945 publicou Mãe Pobre. Em 1953 publicou Abelha. Em 1957, juntamente com o seu amigo José Gomes Ferreira, publicou Contos Tradicionais Portugueses. Em 1968 publicou Sobre o lado esquerdo e Micropaisagem. No primeiro ano da década de setenta, publicou a obra Aprendiz de Feiticeiro, com a qual ganhou o Prémio Imprensa. Em 1978, já aos sessenta anos, publicou Finisterra, o seu último livro, ganhando o Prémio Cidade de Lisboa.